quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Iceland - Blue Lagoon



Dizem as estatísticas que o povo Islandês é o mais feliz com a vida que leva. Se este estudo tivesse ocorrido em Portugal, diria facilmente que se devia provavelmente ao clima, proximidade da natureza, no seu auge campestre e marítimo, dieta mediterrânica, gente bonita. 


Por estas latitudes, devem misturar qualquer coisa na água canalizada... 

À parte do esforço insular que possa existir, eventualmente o fumentar de um espírito comunitário, não vejo razão aparente para que a estatística se confirme. Saio daqui com uma noção geral de que decidimos ocupar este calhau vulcânico cedo demais. Nada, mas absolutamente nada aqui é fonte de vida. À excepção de fontes termais, tudo quanto se avista é rocha vulcânica. E a única fonte de verde é o musgo que a cobre. 

As fontes termais são tornadas em atracções turísticas e spa's, sendo que a mais conhecida é a Lagoa Azul - Blue Lagoon.

Nas fotos que vos deixo, nada foi alterado na coloração. A cor da água deve-se ao alto teor em sílica, que publicitam ser bom para a pele ( nem poderiam fazer de outra forma). 

Fica também uma informação retirada de um guia turístico que encontrei na porta do táxi. Segundo esse pequeno ( e antigo) livrete, a Lagoa Azul consta das 25 maravilhas naturais do mundo, segundo a revista National Geographic.





Ainda assim não percebo por que raio serão felizes a esse ponto...

Abreijos

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

I AM STERDAM



  • Amiga em Asterdam; 
  • 20 minutos a pé do navio; 
  • O Google safou-me; 
  • Central Station; 
  • Spuistraat, 41;
  • Senhoras despidas em janelas de fundo vermelho; 
  • Vinho Portugês; 
  • Brownies da Maks and Spencers; 
  • Blue Moon Bar; 
  • Encontrar dinheiro no chão; 
  • Encontrar crew members por acaso; 
  • Rembrandt Square; 
  • De Kroon fechado; 
  • Nem morto entro no nasty club; 
  • Alternativas; 
  • Jazz Bar Underground; 
  • Era feliz a trabalhar aqui; 
  • Hamburguers rascos; 
  • Encontrar dinheiro no chão; 
  • Volta pelos canais; 
  • Visita à primeira bicicleta da Bruna que continua no mesmo sítio onde foi abandonada há meses. 
  • Dormida fora do navio em batalhas constantes com a gata da Bruna; 
  • Alergia; 
  • A melhor Overnight de sempre; 
  • Não paguei um copo; 
  • Drugs Free!!!









Achei que tinha sido uma noite demasiado longa para conseguir descrever todos os pormenores aos quais achei piada. Sei que podia viver aqui e que me vou com vontade de voltar. 

Obrigado Bruna, 
Abreijos.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Até Depois e Monte Velho


Foi na porta de embarque que consegui fazer a conexão. Existem duas características que ligam os Portugueses aos habitantes da Dinamarca. A paixão pelo sol e a incompatibilidade renitente à paciência. 

O voo espera-se cheio. Sobrelotado até, se nos dermos ao trabalho de contar cabeças. Atrasado também. Coisa de 15 minutos. Nada que uma ligeira correcção do regime de potência não recupere num vôo de 3:15h.

O reclame ainda não tinha sido feito em inglês e já todos se ocupavam por encavalitar uma desajeitada fila, pouco ou nada ordeira de massa humana. 

Desnecessário dizer que os apontamentos na mensagem que se referiam aos passageiros prestigoe/gold/corporate e o posterior embarque por filas, se tornaram perfeitamente inúteis. 

Estou sentado no chão, onde estava há 20 minutos atrás, altura em que soava a mensagem. Continuo a pensar que não há nada inteligente em esperar numa fila, todo esse tempo, de pé, pela nossa vez de picar bilhete. Não quando o lugar está garantido, pago e marcado...

Por enquanto vou-me distraíndo dos olhares incompreensivos que caem sobre mim. Penso que volto em 2 meses, no quão intensos e surreais foram as últimas duas noites e no Monte Velho que a Tap ainda se presta a servir a bordo. 

Um até depois apropriado... 
Abreijos

Aos Meus



Serve esta publicação para vos pedir desculpa. 

Por hora desta leitura alguns de vós já sabem da minha passagem breve por Portugal. Lamento não ter estado convosco. 

Não aconteceu por falta de vontade ou por prioridades na distribuição da minha atenção ou Amor. 

A minha passagem foi meramente obrigatória e de carácter urgente. Daí, relacionei-me com quem tinha, por um ou outro motivo, de estar. E maioritariamente pela conveniência que o assunto requeria.

Voltarei em breve. Espero que por mais tempo, por motivos menos dispendiosos e à falta de um eufemismo melhor, ridículos. 

Muito vosso, 
Abreijos

sábado, 26 de julho de 2014

Troll Fjord




O navio onde me encontro embarcado tem 6 bares, 4 restaurantes, piscina, 5 jacuzzis, um putt com 8 buracos e uma zona de swing. ( Golf entenda-se).

No entanto, a atracção principal, especialmente em cruzeiros tão cénicos quanto este, é o observation bar. 

Trata-se de um bar no 10º deck, parcialmente coberto a vidro e estrategicamente colocado na proa. 

Alberga eventos como o tea time e o cocktail hour, especialidades pré-jantar, todas com a mesma atracção. 180º de vista sobre os fjordes Noruegueses, uma dezena ou duas de graus a mais na varanda exterior.

Oferece um tipo e qualidade de serviço difíceis de atingir noutros bares. Tanto pela exigência do bartender como pela disposição circular da sala. 

Tudo isto perdeu significância em Troll Fjord.

Troll Fjord é um beco. Sem tirar nem pôr. É uma das extremidades do Fjord original e não oferece saída ou escapatória. Ainda assim conseguiu concentrar quase a totalidade dos passageiros neste pequeno e (antes) sossegado bar. 

O poder deste ponto no mapa é ser, possivelmente, o beco mais bonito do mundo. 

Bonito ao ponto de não vo-lo querer descrever. Há uma semana e meia que tento encontrar palavras, sem sucesso. Merece por tudo neste munto ser mencionado, mas qualquer descrição seria desonrosa. 

Só é possível entrar e consequentemente inverter marcha em Troll Fjord atravessando um estreito que não faz senão justiça ao nome. Quando digo estreito, digo que havia rocha visível acima da linha de água, a 10 metros de cada lado da quilha do navio. Somos o maior navio do mundo a ter o privilégio de atravessar o estreito.

Apertado o suficiente para uma explosão de aplausos ao comandante.

Único o suficiente para que todos tenhamos parado de trabalhar para apreciar o momento. 

Bonito o suficiente para que tenha vertido uma lágrima. 





Muito vosso, 
Abreijos.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Flam - Fjords Noruegueses



É a paisagem mais cénica que alguma vez concebi. Talvez um pouco mais ainda. Tudo é íngreme, tudo é fresco, tudo é puro, azul profundo ou salpicado de branco. 

Há inspiração onde quer que se olhe. Nos recortes a gelo nas massas de rocha circundante, no isolamento e calma a que a paisagem obriga aos locais.

Gente simples e de olhar realizado. O tipo de olhar que a falta de pressa nos trás.

Não me tem sido possível pisar todos os portos. Ou nenhum à excepção do inicial , Flam. É de notar que deveriam existir dois pontinhos acima do A em Flam... mas não os sei lá pôr. 

Flam destaca-se pelo isolamento mosntruoso de que sofre. É cristalino e de encostas íngremes, cortadas apenas por caminhos pedestres.  A vila é servida de uma linha férrea que serve de atracção turística principal. Além disso só trilhos para caminhar/escalar. Informação desnecessária uma vez que se note a massividade das pernas de quem cá vive. A ausência de terreno plano faz-se notar. 

Flam destaca-se também por ser um exemplo de equilíbrio entre a exploração não excessiva do homem, num terreno virgem e aparentemente imaculado.

E sinto por estar aqui que estamos a esbardalhar por completo a balança. 

Aparentemente não sou o único. 

Aproveito para lamentar a qualidade das fotografias mas têm sido tiradas com o meu telemóvel emprestadado. A única fonte de imagem possível. 

P.S -> De notar que na 6ª fotografia estão colocados no cume do monte cubos brancos. Cada um com cerca de 2m de largo. Cada um uma letra... e na impossibilidade de fazer zoom, traduzo: NO BIG SHIPS









segunda-feira, 14 de julho de 2014

Graduation Day!!!


Ora então diz-se que acabei a academia ontem. 

Fui chamado ao escritório da formadora, onde já estava à minha espera a Beverage Manager, Daniela. 

Esta pessoa consegue ser um contraste ineteressante de gentileza e simpatia com uma capacidade técnica e teórica impresionantes. Consta que foi a primeira mulher na Seabourn a chegar ao cargo que agora ocupa. E não corre o mínimo rumor de não ter sido merecido. No alto do seu metro e noventa germânico, desalinha o cabelo artisticamente e uma forma tudo menos corporate. Dá-lhe um ar se Shane da série L Word. Partilha também da mesma orientação.

Esta reunião tinha vários pontos a abordar:

1. Se passaria ou não na Academia. Verdade seja proclamada, não contava com outra coisa. Aos que me conhecem, estranhariam que colocasse sequer como hipótese toda e qualquer alternativa a passar. 

2. Em passando, onde começaria a exercer, sendo que a companhia tem 5 navios activos. 

3. A avaliação final. Pontos bons e a melhorar. 


Começam-se com as perguntas costumeiras " como achas que te saíste no teste final?", " qual achas que foi a tua avaliação?" " Que pontos achas que tens que melhorar mais?". Nada que fuja aos parâmetros de uma entrevista de trabalho minimamente decente. 

Passei o turno à minha chefe. Foram os 10 dos minutos mais orgulhosos e inchados que tive na minha vida profissional até agora. 

Nâo vou acrescentar pormenores, odeio ser arrogante por escrito.  Mas passei e fico no mesmo navio, tal como queria. 

Segue-se uma pequena cerimónia com o Capitão, dois canapés e um copo de champagne.




Há vidas piores. ; ) 

Abreijos